CANÇÃO DE OUTONO
Estes lamentos
Dos violões lentos
Do outono
Enchem minha alma
De uma onda calma
De sono.
E soluçando,
Pálido, quando
Soa a hora,
Recordo todos
Os dias doidos
De outrora.
E vou à toa
No ar mau que voa.
Que importa?
Vou pela vida,
Folha caída
E morta.
Paul Verlaine - Tradução: Guilherme de Almeida
Talvez nunca a ternura fosse tanta
como entre os montes amadurecidos
e quando as casas se elevam
entre o ouro e o fumo da tarde.
Silêncio que parece vir do lento
passado,
vozes que se dão em resignada melancolia
e tomam a forma dos frutos,
vinho e sombra que apagam o mar
nas árvores
onde não tardará o abandono,
memória do que somos.
Repousam sobre a noite os grous
enquanto as cidades crescem à nossa volta
contra o sul vencido.
Vento, ramo e sombra que caem
sobre as janelas ardentes:
lá onde a púrpura se reclina
sobre a água e a beleza
a verdade começa a surgir da espuma.
Henrique Dória


3 chegaram com a brisa:
Outono estação gostosa...quando as folhas caem anunciando que brevemete as flores surgirão, desabrocharão...
Lindos poemas.Bjos achocolatados
Outono, estação mais propícia à poesia, à filosofia, às atividades do espírito, enfim... pelo menos, assim me parece.
Um abraço.
Cheguei com a brisa...
:)
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