Sobre os cotovelos
a água olha o dia
sobre os cotovelos.
batem folhas da luz
um pouco abaixo do silêncio.
Quero saber o nome de quem morre:
o vestido de ar ardendo,
os pés e movimento no meio do meu coração.
O nome: madeira que arqueja, seca desde o fundo
do seu tempo vegetal coarctado.
E, ao abrir-se a toalha viva,
o nome:
a beleza a voltar-se para trás, com seus
pulmões de algodão queimando.
Uma serpente de ouro abraça os quadris
negros e molhados. E a água que se debruça
olha a loucura com seu nome: indecifrável cego.
Herberto Helder
imagens:Ben Goossens



1 chegaram com a brisa:
Querida Edna:
amei a postagem, como sempre.
Estou de volta, retomei o blog e estou a revisitar os amigos e a descobrir novos lugares na grande rede.
Um abraço.
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