quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Um Poema - Miguel Torga



Um Poema


Não tenhas medo, ouve:

É um poema

Um misto de oração e de feitiço...

Sem qualquer compromisso,

Ouve-o atentamente, de coração lavado.


Poderás decorá-lo

E rezá-lo

Ao deitar ao levantar,

ou nas restantes horas de tristeza.


Na segura certeza de que mal não te faz

E pode acontecer que te dê paz...


Miguel Torga, Diário XIII


imagem: Inês Sacadura







www.blogs.com.br --> AUTOSTART="TRUE" HIDDEN="TRUE" LOOP="TRUE">
<BGSOUND SRC=" music.mid " LOOP="INFINITE">

14 comentários:

livia soares disse...

Olá, minha querida.
Voltei hoje à ativa e mais uma vez o Vendaval me dá a grande alegria de lindas postagens. Grata pelas visitas carinhosas e pelos votos de Feliz Ano Novo. Eu pressinto que este ano vai ser ainda melhor, agora que encontrei vc e outros amigos de navegar por este mar virtual... o que não impede que venhamos a nos encontrar no mundo real, qualquer dia desses, coisa que muito me agradaria. Apareça lá no blog, tem postagem nova e eu espero ansiosamente pelo seu comentário.
Um abraço.

Maria disse...

Para mim é um dos poemas mais bonitos de Miguel Torga....

Beijo

Tinta Azul disse...

Cara Edna,
Como gosto de ver aqui a poesia de Miguel Torga.
Um abraço e obrigada pelas suas, sempre agradáveis, visitas.

Marilac disse...

Edna,
Que lindo esse poema de Miguel Torga. É um poeta que só descobri em 2007 mas que já me cativou.

Cheguei aqui através da Carol Timm, já havia vindo antes e me encantado com teu blog pois também amo poesia...

Bjs
Marilac

Carol Timm disse...

Oi Edna,

Que linda mensagem e poema deixastes lá em minha casa.

Eu quando li este belo poema de Miguel Torga lembrei de um do Quintana.

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
Mário Quintana

Como vês, poemas sempre me lembrarm pássaros...

Beijos alados!
Carol

JuanBM disse...

Hola Edna

Acaso porque el poema con sus míticas palabras restaura, nos hace resurgir de las cenizas, nos devuelve como una oración a nosotros mismos, a nuestra emotividad, a nuestra serenidad a través de la cual comprendemos la armonía del universo.

Saludos

Rubens da Cunha disse...

Oi Edna,
obrigado pela visita ao Casa de Paragens e pela indicação. Vou procurar Regina Spektor. Vc conhece Ithamara Koorax (brasileira) e Patricia Barber (americana). São gigantescas também.

abraços poéticos.

Rubens

Renata Christina disse...

Edna, muito bom passear pelo seu blog. Belíssimo poema de Miguel Torga. Parabpens, mais uma vez pelo espaço encantador que tem. Obrigada por sua gentil visita. Bjs.

Rubens da Cunha disse...

oi, me informa teu email: rubens712003@yahoo.com.br

lupussignatus disse...

Poesia sagrada...

Ch disse...

Belíssimo, belíssimo!
Miguel Torga é um poeta distinto, nimbado de rara inspiração. Que versos, não? Que versos!
Não estaria equivocado em elegê-lo como um dos melhores já lidos por aqui [tantos já, e tão belos, desde o seu início].
Por tudo, então, entendo que você e este espaço também merecem igual distinção.
Abraços.
Carlos

John D. Godinho disse...

Poems

Poems are
birds that come
nobody knows from where
and touch down on the book
you are reading.
When you close the book,
they take flight,
as if fleeing from a bird trap.
They have no resting place,
no haven,
they feed, for an instant,
from each pair
of hands
and leave.
Then, you look
at your empty hands
wondrously surprised
to know
that their nourishment
was already in you...

Mario Quintana
(translated by John D. Godinho)
Poems in Time’s Hiding Places

John D. Godinho disse...

Recomendo uma visita a www.vidaslusofonas.pt que contém uma breve, mas valiosa, biografia de Miguel Torga, em português e inglês.

vendaval com poesias disse...

John
coisa mais linda o poema que me deixou, agradeço de coração. Fiquei encantada com suas traduções de Quintana!
seja sempre e sempre bem vindo
abraço grande